segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Feliz Natal! E... Compre!

É comum no final de ano recebermos mensagens natalinas de amigos, familiares, colegas de trabalho e... empresas! Sim! Por que não? Afinal de contas você é um cliente e merece os votos natalinos de quem lhe atende durante o ano. Tudo isso é lindo, se não fossem as desagradáveis propagandas de produtos, disfarçadas de mensagens natalinas, e as lojas virtuais são mestres em fazer isso!

Tudo bem, concordo, é um pouco difícil de administrar a comunicação nessa época do ano, diferenciar as mensagens institucionais aos clientes, daquelas que possuem o apelo comercial. Dificil? Sim! Mas não impossível!  Eu diria que é uma obrigação as empresas organizarem a sua comunicação, e por várias razões, primeiro pelo respeito ao cliente, que já está tonto de tanto receber mensagens natalinas e de e-mail marketing; segundo porque a verba de marketing da empresa, também merece ser respeitada, afinal, se alguém acha que diante de tantas mensagens eletrônicas o seu cliente vai ficar lendo uma a uma...

Teve uma loja virtual que colocou no título: "Feliz Natal!", e quando fui abrir a mensagem era uma relação de promoções de perfumes... Se não é incompetência, ou falta de educação, diria que chega a ser quase que uma heresia fazer isso! E esse tipo de atitude independe do tamanho e da estrutura da empresa, porque valores e educação se tem a qualquer tempo. Recebi mensagens lindas de lojas que estão a menos de um ano no mercado, ou ainda de marcas que nem sabem se eu realmente sou cliente, porque não possuem loja virtual.

Termino com a seguinte pergunta: Será que o cliente vale tão pouco para uma empresa a ponto de não merecer receber uma única mensagem com votos natalinos sinceros?

Seguem alguns dos exemplos de mensagens que recebi:


Mensagens Comerciais, disfarçadas de Mensagem Natalina
"A Anne Perfumes deseja um Feliz Natal"
"A Sacks te deseja um Feliz Natal"
"Boas Festas. Confira as novidades a partir de Janeiro" (Privalia)

Mensagens Natalinaas Verdadeiras
"Johnson & Johnson lhe deseja Feliz 2011"
"Feliz Natal" (Richards)
"Feliz Natal e um excelente 2011" (Brave Menswear)

Por Janaína Bonassi

Por que um diário de consumo?

Antes mesmo de eu escolher o marketing como uma profissão, sempre fui uma pessoa muito crítica, principalmente sobre a minha relação com o consumo de produtos e serviços. Durante algum tempo, percebia essa característica como um defeito, ou até mesmo uma chatice, mas depois de alguns anos, com o amadurecimento e a formação acadêmica pude compreender que essa característica enriquece a minha condição profissional e me oferece vantagens enquanto consumidora, podendo avaliar melhor as minhas escolhas.

Por várias vezes, fiz questão de registrar num formulário ou num SAC os meus descontentamentos ou as minhas alegrias sobre uma determinada empresa ou produto. Afinal, sejamos justos! Esses canais também servem para elogios, quando merecidos! Mas confesso, que na maioria das vezes, a falta de retorno, ou o retorno insuficiente, ou mal compreendido, me trouxe algumas experiências frustantes. Ora! Imaginem! Você dedica parte do seu precioso tempo para agradecer ou elogiar, ou ainda tentar resolver um problema que não foi causado por você... E ninguém te responde?

Pior do que um produto ou serviço em desconformidade, é uma experiência ruim. Sabe por quê? Enquanto falamos de produtos ou serviços, mesmo os serviços sendo intangíveis, ainda estamos tratando na esfera racional, considerando bens, pagamentos, recebimentos, prazos, garantias e tudo que um bom Código de Defesa do Consumidor garante. Mas quando falamos de experiência, deixamos de lado o aspecto racional e trazemos a intimidade de cada um  dos consumidores, sua história, suas referências pessoais, seus valores e a sua percepção única, sobre cada situação que vive.

Diante de um histórico de consumo, com uma vonta de imensa de desabafar sobre essas experiências, decidi fazer um Diário de Consumo, com experiências positivas e negativas. Comprometida apenas com a verdade dos fatos, sem vínculo com qualquer uma das empresas, marcas ou produtos aqui citados, sem a obrigação de apresentar número de protocolo, data e horário, nome de atendente, mas com o direito de exercer a liberdade de expressão, o direito de comunicar.

Por Janaína Bonassi